quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Aos amigos...


Aos amigos blogueiros, à comunidade LivroErrante e a você visitante ocasional, desejo um natal iluminado.
Abraço a todos com um poema de Vinicius de Moraes.

Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
—Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
—Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
—Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
—De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Marley & eu - o filme

Marley & Eu - o filme de David Frankel baseado no livro homônimo de John Grogan e que já circulou com sucesso na comunidade Livro errante, chega às telas de cinema no dia 25 deste mês. Marley não é um cão herói ao contrário é um animal comum que frequentemente está mais para chateação. Tudo o que o cão labrador da família Grogan faz poderia ser feitopor qualquer um outro até mesmo sem pedigree. Acontece que tantonolivro como no filme essa vidinha tão comum e possível é descrita com leveza, bom humor e, como não, um certo lirismo. Leitores e expectadores se sentem numa situação tão familiar que não há como não gostar da relação da família como cão. Isso explica as 110 semanas de Marley & eu - John Grogan na lista dos mais vendidos no Brasil. A seguir a lógica, filme será sucesso.

O studio Fox escolheu o Brasil e USA para fazer a estréia mundial porque os países têm a maiores populações de cães do mundo.

Marley & eu

Data: 25/12

Diretor:David Frankel

Ator: Owen Wilson (John)

Atriz: Jennifer Aniston (Jenny)

Poema de natal - Fred Matos

Ergue-se, por um breve momento,

esplendida simbólica aurora

e o amor permeia o universo.

É tempo de renovar esperanças,

de rever amigos, de fazer planos.

É tempo propício a mudanças,

tempo de ser criança mesmo se já somos velhos.

É tempo de pensar na vida

e do que dela temos feito.

É tempo de prometer corrigir nossos defeitos

e mesmo não tendo jeito, de almejar a perfeição.

É quando os avaros doam

e os gulosos dividem o pão.

É quando os fortes perdoam

e os orgulhosos pedem perdão.

É quando o comércio vende em um mês por todo o ano

e o comerciante, mesmo contente, teme levar um cano

daquele pobre indigente

a quem empurrou juros de fazer corar cigano.

É quando os nossos filhos demonstram alguma ternura

e renovam suas juras de não perder outro ano.

É tempo de homens secos levarem flores pra casa

declarando amor eterno à mulher maltratada

que tratou o ano inteiro como se fosse de palha.

É quando comemoramos, fartos,

aquele singelo parto entre bichos na manjedoura.

Mas se aquela criança, que agora festejamos,

voltasse de novo à terra

para remir nossos pecados

teria destino mais triste do que ser crucificado.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Música da boa com Cláudio Almeida


Livro errante, abre espaço para a música e convida:

Lançamento do CD Noites Brasileiras, a música de Zé Dantas do violonista Cláudio Almeida:

Dia: 17/12/08
Hora: 19
Local: auditório da Casa da Indústria

O CD está à venda:
PASSA DISCO - Shopping Sitio da Trindade
Estrada do Encanamento
F. 3268-0888
GRAMOPHONE - Shopping Recife - F.3464-6298
LIVRARIA CULTURA - Paço Alfândega - 2102-4033
VIVACE- Shopping Plaza
VITROLA - 3241-0149 - Av. Rosa e Silva - Shopping ETC

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Apagando as Pegadas - Josué Araújo


A comunidade e blog Livro Errante convidam para o lançamento Apagando as pegadas, livro de contos e crônicas de nosso amigo Josué Araújo.

Dia: 18 dezembro 2008

Hora: 19

Local: Casa da cultura teatro Martim Pena

Endereço: R.Dr. João Ribeiro 20 Penha - SP



domingo, 14 de dezembro de 2008

Melhores leituras de 2008 - com. Livro Errante


A elegância do Ouriço - Muriel Barbery

O melhor livro lido em 2008, segundo votação da comunidade Livro Errante

Segundo lugar na preferência da comunidade L.E:
A História do Rei Transparente - Rosa Montero
O castelo de Vidro - Jeanete Walls
Memorial de Maria Moura - Raquel de Queiroz
Terceiro lugar:
A Louca da Casa - Rosa Montero
A Catedral do Mar - Ildefonso Falcones
Demais livros - todos com o mesmo número de indicações:
Os Amigos - Kazumi Yumoto
Angústia - Graciliano Ramos
Beleza e Tristeza - Yasunari Kawabata
O Deserto dos Tártaros - Dino Buzzati
Diário de Anne Frank
Este É O Meu Corpo - Filipa Melo
Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios- Marçal Aquino
A Falta Que Você Me Faz - Joyce Carol Oates
Inês de Minha Alma - Isabel Allende
Moça Com Brinco de Pérolas - Tracy Chevalier
Nhô Guimarães - Aleilton Fonseca
Quando Nietzsche Chorou - Yalom
O Testamento do Senhor Nepomuceno - Germano Almeida
O Velho e o Mar - Ernest Hemingway

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O livro que mais gostei em 2008 - indicação do internauta.


Delicado, verdadeiro, denso - Para Francisco é mais do que uma história de amor e superação. É um livro de rara beleza, em que a realidade e a poesia se entrelaçam, despertando nos leitores emoções essenciais. Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasceu o blog "para Francisco", de Cristiana Guerra, que foi transformado neste livro. Em seus textos, a publicitária mineira tenta entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos por ela, que ao mesmo tempo se transformou em viúva e mãe. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E a ânsia de Cris em falar para Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre si mesma. Textos delicados, ora engraçados, ora sensíveis, mas sempre envoltos pela urgência de ser feliz e superar a perda. R$23,90


Este livro conta a história de um grupo de pessoas, quase todos jovens,que se empenham em achar uma suposta obra-prima perdida do pintor Modigliani. Se descoberto, o quadro valeria uma fortuna incalculável.
R$29,00




"1984" não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em '1984', o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.R$41,00 (edição comemorativa)


Palavras podem matar. Nenhuma outra descoberta poderia ser tão terrível para um escritor em crise. Estimulado por um misterioso caderno azul comprado na papelaria de um chinês em Nova York, Sidney Orr retoma a carreira, interrompida cerca de um ano antes. Sua escrita flui com tanto ímpeto nas convidativas páginas em branco que Orr parece ser carregado por ela. Aos poucos, porém, ocorre-lhe uma suspeita: as histórias que imagina podem ter uma relação secreta e inexplicável com o futuro das pessoas que lhe são próximas, como sua esposa e seu melhor amigo. Episódios fortuitos, palavras ditas e ouvidas ao acaso, notícias de jornal - tudo, de uma hora para outra, parece se relacionar com o drama pessoal de Orr, a crise de inspiração por que passou e a fase difícil que atravessa no casamento. Composto na forma de uma história de mistério, "Noite do Oráculo" é um dos livros mais engenhosos de Paul Auster. O leitor se pergunta constantemente se o chão que pisa é ficção ou realidade, se aquilo que presencia se passa no presente, no passado ou no futuro. a última palavra cabe à imaginação: nela soa a voz do oráculo, como se a escrita fosse uma forma de prever e produzir o futuro. R$45,50


Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena. R$19,50


Seria ingênuo procurar uma chave que explicasse toda a grandeza deste livro diante do qual o repertório de adjetivos torna-se espantosamente ineficaz. Porém, é razoável atribuir parte do êxito de Cem anos àquela contaminação, pelo real, do universo maravilhoso da fictícia Macondo, onde se passa o romance. Aqui pesou muito a experiência jornalística de Garcia Márquez. E também a sombra do tcheco Franz Kafka(foi depois de ler a primeira frase de A metarmofose que Garcia Márquez decidiu que seria escritor). Mas, para além desses artifícios técnicos e influências literárias, é preciso que se diga que a atordoante sensação de realidade que transborda do livro deve-se ainda ao fato de que ele foi escrito, segundo o autor, para "dar uma saída às experiências que de algum modo me afetaram durante a infância". Tome-se, por exemplo, a primeira frase de Cem anos. Quando o escritor era pequeno, seu avô, o coronel Márquez, o apresentou mesmo, maravilhoso, ao gelo, tal como José Arcadio Buendia faz com o filho Aureliano. Do mesmo modo que José Arcadio, o avô de Garcia Márquez também carregava, na vigília e nos sonhos, o peso de um morto - o homem que havia assassinado. O coronel era marido de Tranquilina, aquela avó que encheu os primeiros anos e o resto da vida do neto Gabriel de histórias bem contadas. Garcia Márquez costuma dizer que todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro. "E qual seria o seu?", perguntaram-lhe. "O livro da solidão", foi a resposta. Apesar disso, ele não considera Cem Anos sua melhor obra (gosta demais de O outono do patriarca, onde o tema também está presente). O que importa? o certo é que nenhum outro romance resume tão completamente o formidável talento deste contador de histórias de solitários - que se espalham e se espalharão por muito mais de cem anos pelas Macondos de todo o mundo.R$24,80


Na Bíblia, as mulheres ocupam um lugar à sombra, por isso ficamos provados de sua sensibilidade na descrição dos acontecimentos. Numa narrativa envolvente, Anita Diamant resgata esse olhar feminino e dá vida às personagens bíblicas, recriando o ambiente em que viveram, seu cotidiano, suas provações e suas paixões.Filha de Jacó e Lia, Dinah - cuja trajetória é apenas sugerida no Livro do Gênese - é a figura central desta trama, que começa com a historia das quatro esposas de Jacó, q quem ela chama de "mães": Lia, Raquel, Zilpah e Bilah. O amor delas e o legado que lhe transmitem servem de apoio durante a fase de trabalho duro da juventude, no ofício de parteira e na vida nova em uma terra estrangeira. R$19,90

A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witte é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos. R$16,60


Outras indicações:
O Mandarim - Eça de Queiroz - R$8,00 (edição de bolso)
Triângulo - Ken Follet - R$8,00*
Todos os preços da Saraiva - www.saraiva.com.br *preço de: www.estatevirtual.com.br

Livro errante agradece as indicações de: Ana Luisa;Fred Matos;Alban;Evaldo Gonçalves;Enos Mendes;João Ricardo e Victor Loback

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


SEU SONINHO, CADÊ VOCÊ? de Virginie Guérin Ed. Companhia das Letrinhas, R$ 42. Neste livro-brinquedo, um jacaré não consegue cair no sono e sai pela floresta, gritando por todos os lados: “Seu Soninho, cadê você?”. Além de não achar Seu Soninho, ele incomoda vários animais. Até que todos resolvem cantar uma canção para ele dormir. As ilustrações são da própria autora e mostram inusitadas dobraduras e imagens que saltam da página. Ótimo para ser incorporado à rotina de bebês e de crianças pequenas antes de dormir. > A PARTIR DE 1 ANO.

TODA CRIANÇA GOSTA de Beatriz Bozano Hetzel e ilustrações de Mariana Massarani Ed. Manati, R$ 38. Neste livro, os pequenos leitores se deparam com coisas de que toda criança gosta: um segredo cochichado no ouvido, muita farra e confusão, arco-íris, cambalhotas, sair pra passear, ter uma história predileta, ganhar beijo de boa-noite. As ilustrações são grandes, coloridíssimas, bem-humoradas e – por que não? – até extravagantes, cheias de crianças de muitos tipos. Um livro para a garotada se encontrar com suas delícias preferidas e descobrirem outras tantas.

Melhores livros infantis de 2008- revista Crescer


O JOGO DE AMARELINHA de Graziela Bozano Hetzel e ilustrações de Elisabeth Teixeira Ed. Manati, R$ 30. No jogo de amarelinha riscado no chão pela madrasta, Letícia brinca. Seus atos, porém, guardam uma tristeza calada, a saudade da mãe falecida, o desgosto por ter a madrasta no lugar que era ocupado por quem tanto amava. A poesia aqui encaixa com delicadeza para a autora falar da dor da ausência e passa a idéia ao leitor de como o tempo pode ajudar nas difíceis mudanças. As ilustrações têm a mesma delicadeza do texto. > A PARTIR DE 6 ANOS.

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


BUMBA-MEU-BOI de Stela Barbieri e ilustrações de Fernando Vilela Ed. Girafinha, R$ 28. Mãe Catirina está grávida e deseja loucamente comer língua de boi. Ela convence o marido, Pai Francisco, a sair pelo mundo em busca de um boi muito especial. Ao encontrá-lo em uma festa popular, o marido enfrenta o que for preciso para conseguir a tal língua. No enredo, uma história folclórica, contada no Brasil em várias versões, desde o século XVIII. As ilustrações, com cores vibrantes e traços estilizados, são de Fernando Vilela. > A PARTIR DE 5 ANOS.

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


OLEMAC E MELÔ de Fernando Vilela Ed. Cia. das Letrinhas, R$ 34. Na Arábia Saudita, um camelo passava dias atravessando desertos, carregando mercadorias de um comerciante nada amigável. Em São Paulo, o camelô Melô atravessava diariamente a cidade para vender suas bugigangas. Certo dia, o camelo foge, entra em um navio, desce no Brasil, vai parar em São Paulo e conhece Melô. Eles descobrem ter muito em comum e iniciam uma grande amizade. Uma reflexão sobre a amizade e a busca de melhorias. E uma aula sobre a capital paulista. Ilustrações do autor. > A PARTIR DE 5 ANOS.

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer

A TOALHA VERMELHA de Fernando Vilela Ed. Brinque-Book, R$ 35. Uma toalha vermelha cai da jangada de um pescador, no Nordeste brasileiro. A partir daí, faz uma longa viagem entre peixes, baleias, tubarões, mergulhadores e plantas aquáticas. Ela atravessa o mundo e vai parar na China, onde é fisgada pelo anzol de um pescador. Tudo contado exclusivamente por imagens. As crianças vão experimentar o gostinho de uma travessia subaquática e de explorar a fauna e a flora marinha. > A PARTIR DOS 3 ANOS.

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


MENINA DAS ESTRELAS de Ziraldo Ed. Melhoramentos, R$ 59. Ziraldo traça um perfil das meninas, abordando a infância e a passagem para a adolescência. O heroísmo dos pais, a cumplicidade entre amigas, o interesse pelos meninos, nada passa batido aos olhos deste mestre da compreensão e síntese do universo infantil. As ilustrações, do autor, são bastante expressivas e enriquecem as caracterizações. Para meninas compreenderem melhor seu universo. Ele vem numa lata e acompanha uma camiseta. > A PARTIR DE 6 ANOS.

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


CLARA de Ilan Brenman e ilustrações de Silvana Rando Ed. Brinque-Book, R$ 26,50. Assobiar como o tio, dançar como o avô e mergulhar na piscina como o irmão são algumas das coisas que Clara quer fazer quando ficar maior. O livro expressa o desejo das crianças de crescer e mostra como os mais velhos, em atitudes cotidianas e despretensiosas, tornam-se referências no universo infantil. Aos pais, revela a importância de dar bons exemplos, mas de um jeito divertido. O melhor: neste mês, chega às livrarias Gabriel, o irmão de Clara. > A PARTIR DE 4 ANOS

Melhores livros infantis de 2008 - revista Crescer


QUEM QUER ESTE RINOCERONTE? de Shel Silverstein Ed. Cosac Naify, R$ 39. Um menino pergunta quem quer um rinoceronte e, a cada página, enumera várias de suas utilidades. No final, revela suas maiores qualidades: o animal é um grande amigo, companheiro e muito fácil de se amar. Há o nonsense na medida de Silverstein, quando o menino diz adorar usar o animal como abajur e brincar de tubarão. O texto é formado por rimas e frases curtas e, em todas as páginas, há desenhos em preto e branco feitos pelo autor. Os leitores podem identificar intensos sentimentos de amor e amizade. > A PARTIR DE 5 ANOS

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Num Piscar de Olhos - Roberta Maropo

NUM PISCAR DE OLHOS
Roberta Maropo
Todos os dias, como um reloginho, Toni acordava-se às seis. Não que exatamente quisesse, mas dava seis horas - “pimba!”- ele acordava. A parte mais chata era que Sérgio só acordava depois das nove e todo esse tempo sozinho, em silêncio, era extremamente maçante. A impaciência sempre o dominava e por várias vezes tentava acordar “acidentalmente” Sérgio, mas este permanecia inabalável. O jeito era esperar. Com o passar dos anos, acostumou-se com a presença do outro, e perdeu aquele velho traquejo da independência. Naquele dia, em especial, Sérgio parecia antever a sua ansiedade e demorava-se mais a levantar. Toni mal se continha, até que às dez, Sérgio, enfim, apareceu.
Se havia uma coisa que Sérgio prezava era por seu sono. Seus hábitos caseiros e temperamento retraído permitiam que dormisse bastante. Como trabalhava em casa, ordenava seu tempo de modo a produzir o bastante no menor tempo possível, a fim de retornar ao seu sono reparador. Todo ato que necessitasse de um movimento para fora de sua cama era-lhe odioso. E se não fosse por Toni, talvez não fizesse metade do que fazia. Toni havia forçado-o a manter uma rotina, que incluía algumas incursões para fora da casa. Naquela manhã, deu-se ao luxo de estender seu sono, ignorando a espera do outro. Não foi uma das suas melhores noites.
- Bom dia. – resmungou.
Podia ouvir perfeitamente os sons do tráfego na rua, mas não ouviu nada além disso.
- Sou cego, mas não sou idiota. Eu sei que você estava me esperando. Vamos tomar café e terminar logo com isso.
Sérgio sabia que precisava de Toni para muitas coisas, e essa dependência irritava-o. Tinha sido um dos motivos pelos quais nunca pensara em casar. Achava que nunca precisaria de ninguém e que morreria antes de precisar. Nunca pensou que ficaria cego antes dos 30. Nunca pensou em muitas coisas, com as quais passou a se preocupar. Como a quantidade de passos que dava para alcançar certos lugares, por exemplo. Agora já era instintivo, mas a cada novo ambiente havia sempre a possibilidade de um pequeno acidente. Toni já o havia livrado de alguns deles e, em vez de ser grato, era mais ríspido com ele.
Toni sempre pareceu ignorar isso. Desde a cegueira de Sérgio, sua vida girava em função do outro. Sem ele, Sérgio provavelmente se enfurnaria dentro do quarto, se possível, até morrer. Parecia destinado a cuidar dele, como uma sina. Sérgio passara a ser sua responsabilidade, quase um dever. No começo foi difícil, mas se acostumara aos modos rudes, ao praguejar, às lamúrias, às parcas expressões de gratidão... Sérgio era quase uma profissão.
Nesse dia, o mau humor de Sérgio era justificado. Dois dias antes haviam encontrado o editor. Marconi, ou “Marco”, como ele insistia em ser chamado. Sérgio achava-o um paspalhão espaçoso, que não sabia comportar-se conforme sua idade. A reunião fora como sempre, ele havia elogiado seu trabalho. Mas Sérgio não teria esboçado aquele sorriso se soubesse o que viria depois. “Sergião, tá beleza as novas apostilas de alfabetização em braile. Mas a Prefeitura quer dar uns pitacos. Vão mandar uma professora falar com você. É gente boa, a moça. Você vai gostar dela. É cega também”.
O encontro com a professora seria aquela tarde e Sérgio suava às bicas, não sabia se de ódio ou de nervoso. E por mais que Toni insistisse em ficar em casa, Sérgio praticamente o “rebocou” àquele compromisso. Era demais aquela invasão na sua privacidade e de jeito algum iria enfrentar aquilo sozinho. Toni era muito mais agradável no trato com as pessoas, e certamente contornaria as coisas antes que despejasse toda a sua insatisfação na pobre moça.
Adele, a professora, o aguardava no Café Martina, a 4 quadras dali. O ar da tarde era fresco e ela escolheu uma mesa na calçada, de frente pra praia. Não podia ver o mar, mas podia sentir seu cheiro de sargaço, de pele suada, de bronzeador solar. Enquanto sorvia aquele aroma, ouviu o som de cadeira mexendo:
- Senhora Adele?
- Só Adele, por favor. Sérgio?
-... e Toni. Algum problema se ele reunir-se conosco?
- De forma alguma – sorriu.
A conversa fluiu muito melhor do que Sérgio esperava e Toni não iria precisar salvar a noite. Adele adorava o trabalho dele e insistira em conhecer o autor da obra. Seus alunos nunca receberam um material tão coerente com suas necessidades e ela nunca ficara tão satisfeita em ensinar. Adele explicava como funcionava o programa para deficientes visuais da prefeitura, mas Sérgio apenas concordava, sem ouvir uma única palavra. Focou naquela voz alta, acelerada e cheia de exclamações com espantosa fascinação.
Completamente diferente do seu jeito metódico, Adele era espontânea e impulsiva, muito mais parecida com Toni. Por falar em Toni... ele também estava muito mais quieto do que de costume. Provavelmente também teria reparado a personalidade atrativa de Adele. Com a vantagem que podia ver suas formas, sua boca... Sérgio não se importava com o físico dela, mas a imagem de sua boca surgia de diferentes modos à sua mente. Sua mão comichava de vontade de tocá-la e acabar com sua curiosidade.
Ao fim de uma tarde tão agradável, Sérgio, a pretexto de adquirir mais conhecimento sobre “o lado prático de seu trabalho”, combinou um novo encontro com a amável professora. E dessa vez, por mais que insistisse para que Toni permanecesse em casa, por mais que tentasse dissuadi-lo a não ir, este parecia entusiasmado e quase tão ansioso quanto ele. Calou-se também, ao lembrar-se da escada que dava acesso à Prefeitura. Iria encontrar Adele lá e não queria passar vergonha tropeçando com suas pernas bambas nos degraus.
Ocorreu que, ao pé da escada, ao avistar Adele aguardando na entrada, Toni adiantou-se e subiu afoitamente ao encontro dela. Sérgio, não esperando aquele ato impulsivo, segurou firmemente com os dois braços a amurada, como uma criança aprendendo a patinar. Endireitou-se rápido e cuidadosamente continuou, sozinho, escada acima, humilhado pelos sons das saudações que outro efusivamente fazia para a moça.
Toni percebeu a consternação de Sérgio quando este se aproximou, e baixou a cabeça. Adele, fingindo ou não ignorar, contornou a situação, conduzindo-os ao estacionamento. Lá ela estava organizando uma exposição de arte para deficientes visuais. Tudo podia ser tocado, sentido ou escutado. Adele apresentou seus alunos ao autor das apostilas e todos ficaram agitados com a visita dele. Toni adorava crianças, fez muito sucesso entre elas. Aproveitando sua distração, Sérgio aproveitou pra estar a sós com Adele.
Pararam em frente a uma escultura e ela insistiu para que ele tocasse a obra. Diante de sua hesitação, Adele arrebatou as mãos de Sérgio a as depositou delicadamente sobre a escultura, mantendo as suas sobre as dele. Deslizou suavemente, fazendo com que Sérgio percebesse as curvas de um rosto ao encontro de outro rosto, unidos através dos lábios. “Chama-se O BEIJO”, ela sussurrou.
Nesse momento, várias crianças aproximam-se, fazendo zoada, trazidas por Toni, que vinha com a língua quase de fora de tão cansado. Colocou-se entre Sérgio e Adele, que ria alto de suas palhaçadas. Sérgio se manteve silenciosamente contrariado. Toni sempre roubava a cena e nada havia o que se fazer. Agora Adele era-lhe só sorrisos, e ouvia, deliciada, os relatos animados das crianças sobre seu novo amigo. Toni realmente era um sucesso.
Enquanto a afinidade entre a professora e o escritor crescia, a convivência dentro de casa se tornava insuportável, fazendo Toni sentir saudades da usual rispidez com que era tratado. Ela se transformara numa indiferença quase mórbida. Sérgio raramente lhe dirigia a palavra e deixou o velho hábito de fazerem as refeições juntos. Encontrava-se furtivamente com Adele, inventando desculpas pela ausência de Toni. Antes descuidado e taciturno, agora Sérgio arrumava-se com esmero, e, quando sozinho, chegava a assobiar sucessos do rádio. Aprendera a andar para novos lugares desacompanhado e nunca o telefone fora tão usado. Até Marco era melhor tratado.
Foi difícil para Toni processar tudo isso. Quanto mais que insistia em agir como se nada tivesse acontecido, mais Sérgio o destratava. Até que ele entendeu que as coisas não voltariam a ser como antes. Sua aparência mudou, tornando-se fraca e doentia. Perdeu o gosto pela rua. Dormia demais. Encolhia-se na presença do outro. Perder a companhia de Adele não era nada comparado a perder a de Sérgio.
Uma noite, enquanto Sérgio se arrumava, ouviu o outro aproximando-se da porta. Sentia que Toni observava-o e isso o perturbou. “Jante logo. Está esfriando”, foi tudo o que disse antes de sair, apressado, deixando a porta entreaberta. Toni caminhou até ela para vê-lo partir, mas, ao olhar pra fora, distraiu-se com os sons que vinham da rua. Ficou ali a acompanhar as pessoas que passavam, os carros velozes, as cores e luzes. Tudo tão vivo, tão distante dele agora... Foi fechando os olhos lentamente, lentamente... até que, de súbito, os abriu. Ergueu-se olhando firme como já não fazia há muito tempo. Avançou dois passos pra fora... mais dois passos... e, num piscar de olhos se foi, sumindo na escuridão.
Três dias depois, Adele aguarda, aflita, a chegada de Sérgio. Ao ouvir seus passos se aproximando, dirigiu-se ao encontro dele e procurou sua mão.
- E então?
- Nada. Fugiu mesmo. Diabo de cachorro!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E Já que Estamos Perto do Natal- Ronaldo C de Brito

E já que estamos perto do Natal
Ronaldo Correia de Brito

Do Recife (PE)
Numa noite de um mês de dezembro fui levado para ver a Lapinha pela empregada de nossa casa. Maria Luiza me puxava pela mão, enquanto subíamos a Ladeira do Seminário, assim chamada porque lá no alto ficava o seminário dos padres, um edifício imenso, pintado de amarelo e cercado de pés de eucalipto.
No final da tarde, os urubus se recolhiam aos galhos mais altos das árvores. Eram tantos que formavam uma mancha preta contra o céu. Quando os padres sentavam na calçada para a leitura dos breviários, as aves faziam cocô nas páginas abertas dos livros. A anedota corria solta pela cidade do Crato, lá no sul do Ceará, e era uma nota profana e engraçada naquele mundo sombrio de procissões e missas rezadas em latim.
O dono da brincadeira de lapinha, que eu assisti deslumbrado, era o pai de Maria Luiza, um cabo de polícia moreno e gordo. Mesmo sendo criança, eu estranhava um homem armado de revólver e cassetete se ocupar de um teatrinho feminino e delicado. Apenas as meninas representavam o auto da lapinha, com suas cantigas medievais portuguesas, adaptadas pelos padres à catequese dos pobres brasileiros.
As pastoras formavam dois cordões, um vermelho e um azul, representativos de mouros e cristãos. Esmaecidas pela singeleza da brincadeira, as cores ficaram na minha lembrança como rosa e azul claro. Havia muitos personagens: sol, lua, estrela, anjo, borboleta, beija-flor, menina da cesta, ciganas, Maria, José, Reis Magos e, o mais maravilhoso de tudo, caboclinhos de aldeia. Esses indiozinhos de presépio foram certamente botados na cena da adoração por jesuítas como o Padre Anchieta, na intenção de converter ao cristianismo os primeiros habitantes do Brasil.
Os caboclinhos cantavam os versos mais surpreendentes desse auto em louvor ao Menino Deus. Numa estrofe de quatro versos eles explicavam como se deu a Encarnação, aquele mistério da Igreja Católica segundo o qual Maria concebeu sendo virgem.
Passa o sol pela vidraçaJá passou sem tocar nelaAssim foi a Virgem PuraLevou luz ficou donzela.
Quem terá sido o poeta anônimo a criar esses versos? Ele quis nos dizer que assim como o sol atravessa a vidraça sem parti-la, a Virgem Maria, igualmente, recebeu uma luz e concebeu sem perder a virgindade. Ah, esses gênios populares!Tudo isso acabou em pouco tempo. De cultura viva se transformou em folclore ou espetáculo para turistas.
Eu desejava brincar na lapinha, mas era brinquedo de meninas e de gente pobre, de uma condição social diferente da minha. O máximo que consegui foi que Maria Luiza me desse as asas do anjo e as da borboleta. Mesmo esse presente foi proibido por meu pai e eu tive de escondê-las num quarto dos fundos de nossa casa, penduradas nos caibros do telhado. De vez em quando eu olhava aquelas invenções aladas e sonhava meus vôos. Até que o tempo cobriu-as de poeira e fuligem e ficaram esquecidas.
A mesma Maria Luiza me levou para ver um preso enforcado no porão da penitenciária do Crato. Uma cena horrível, que ainda me assombra. Não lembro se ao subir a ladeira do Seminário eu segurava a mão direita ou a mão esquerda dessa mulher que me apresentou o mundo. Sei que o mundo está cheio de alegrias e tristezas, tanto à direita como à esquerda. E que viver é a difícil arte de escolher caminhos.


Do autor:
Galiléia - Ed.Objetiva - R$34,00 ( 2008)
Livro dos Homens - Cosac Naify -R$45,00
Faca -Casac Naify -R$36,00

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Chá de Letrinhas


Para comemorar 1 ano da Comunidade Livro Errante, adotamos um escola pública de Poços de Caldas em Minas Gerais. De novembro 2007 a outubro passado convivemos virtual mas intensamente com as professoras Cláudia e Lívia. Quando começamos nenhum de nós imaginava quão envolvidos afetivamente ficaríamos com aquelas crianças de 6 a 13 anos. A cada compra de livro uma expectativa, a cada envio uma enorme sensação de prazer de poder ajudar. Saber do encantamento das crianças foi, por um ano, um motivo de felicidade.
Terminamos agradecidos e absolutamente certos de que cada uma daquelas crianças e professoras nos deu muito, muito mais.
Poços de Caldas ficou no nosso coração!Esperamos publicar aqui o nome de algum outro grupo de pessoas que esteja ajudando outra escola pública.
Livro errante.

Vidas Secas - Edição comemorativa


Enfim nas livrarias a edição comemorativa dos 70 anos de Vidas Secas
de Graciliano Ramos.
Acima capa da edição especial.
Abaixo capa da primeira edição brasileira em 1938
Esta edição especial lançada pela Record traz texto integral e fotografias de Evandro Teixeira.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mônica e Cebolinha cresceram


Sabe aquela mistura de sentimentos porque a gente passa quando vê que nossos filhos estão mais altos, já não têm a mesma voz? Dá um orgulho danado mas, admitamos, um pouco de nostalgia também.
Acaba de me acontecer agora que vejo Mônica e Cebolinha crescidos. Ela tão lindinha, ele uma graça. Aahhh tá certo, tá certo. São gibis apenas. Mas todas nós somos as mães da turma inteira. Tenho imenso carinho pelos personagens de Maurício de Souza. Todos eles povoaram a infância de meus filhos; Algumas vezes jantaram lá em casa. Sim, claro invisíveis para mim, mas bem recebidos como se verdadeiros fossem já que presentes na imaginação de Suzi e Marcelo 3 e 2 anos respectivamente.
Bem, fiquei emocionada em ver a capa do livrinho com o primeiro beijo da Mônica. Mas que deu uma saudadezinha deu sim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

10 mais do L.E


Em dezembro, o blog vai divulgar os 10 melhores livros que circularam na comunidade Livro Errante em 2008 - Nossos integrantes estão escolhendo os livros de que mais gostaram. E você leitor de fora da comunidade? Leu muito este ano? não muito? mesmo assim, de algum livro você deve ter gostado muito, qual foi? Deixe aqui sua opinião. Agradecemos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saramago em São Paulo

Único prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa, José Saramago, 86, disse que não precisou ler a obra de Paulo Coelho para ficar mais sereno. A afirmação foi nesta terça-feira em São Paulo.
"Não precisei ler o Paulo Coelho. Uma boa doença vale por toda obra do Paulo Coelho", disse em tom de brincadeira.
Dayanne Mikevis /Folha Online
José Saramago ironizou aqueles que buscam serenidade pela obra de Paulo Coelho em SP
A serenidade veio após o período em que ficou muito doente e que o obrigou a interromper o livro que veio lançar no Brasil, "A Viagem do Elefante".
Totalmente recuperado, Saramago está em São Paulo também para promover a exposição "A Consistência dos Sonhos", que também tem uma versão em livro, uma cronobiografia assinada por Fernando Gómez Aguilera.
Saramago ainda participa de sabatina da Folha na próxima sexta-feira (28), no teatro Folha (av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo). As inscrições para o evento estão encerradas.
Sobre o novo livro, Saramago afirmou que o inusitado é a dosagem de humor que colocou na obra. Ele também afirmou que fez uma certa "garimpagem" espontânea de vocabulário ao usar espontaneamente palavras de sua adolescência e infância.
"Usei palavras que tinham ficado enterradas no passado, somos compostos de sedimentos lingüísticos", afirmou o escritor português.
"A Viagem do Elefante" tem lançamento pela Companhia das Letras e custa R$ 42. A exposição será inaugurada na próxima sexta-feira no Instituto Tomie Ohtake (av. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 0/xx/11/2245-1900), em São Paulo, e permanece até 15 de fevereiro de 2009.
(Folha de São Paulo)

Ileará (nossa casa) Biblioteca muda a vida de moradores

Biblioteca muda vida de moradores de morro de Porto Alegre     O local enche o morro de histórias e fantasias e ensina palavras que não combinam com abandono e violência. A rima é outra.

     Conheça um projeto simples, que nasceu no alto de um morro de Porto Alegre e que transformou a vida de muita gente. Os moradores desse pedacinho de Brasil começaram a sonhar.

     Ao lado da cruz que deu nome à comunidade, a casinha colorida enche o morro de histórias e fantasias, ensina palavras que não combinam com abandono, violência e drogas, problemas de uma das áreas mais vulneráveis de Porto Alegre. No local, a rima é outra. Assim como se espera de uma geração de meninas e meninos, eles brincam, participam de rodas e se familiarizam com autores. A biblioteca se chama ileará, nome que significa ‘nossa casa’, em dialeto africano. São três mil livros,cem visitantes por dia e uma grande ambição. O sonho é fazer com que a biblioteca envolva mais pessoas da comunidade. Por isso, todos os dias, é comum nas ruas do morro, um vai-e-vem. Para conquistar novos leitores, são usadas malas cheias de livros. O sistema de frete itinerante transforma ruas e becos em uma rede de literatura. Joana recebe, todas as semanas,uma das malas. É livro para ela, para o neto e para os filhos. “A gente aprende um pouco da vida também. Vai ensinando”, afirma a senhora. Há também surpresas na biblioteca. Na subida do morro, uma visita especial. O imortal Moacyr Scliar, da Academia Brasileira de Letras. O encontro deixa os leitores curiosos, e o autor encantado. Scliar que também é médico sabe que doses de literatura põem fazer milagres. “O livro é uma vacina contra falta de cultura e contra a insensibilidade. Ao trazer o livro para as pessoas, nós estamos ajudando essas pessoas a viverem melhor”, diz o escritor.

Fonte: G1

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pausa para descanso...



A comunidade Livro Errante começa a desacelerar para voltar cheia de energia em 2009. Até o dia 20 de janeiro não faz nenhuma oferta de livros nem abre qualquer grupo novo.
Saideira obrigatória formado desde julho com os livros abaixo, inicia dia 1 de dezembro e tem final previsto para ofinal de feverreiro.

Ninguém Escreve Ao Coronel- GarciaMárquez
A Cidade E Os Cachorros:M.V Llosa
Feliz Ano Novo:Rubem Fonseca
O Americano Tranqüilo:- Grahan Greene
Nunca Te Vi Sempre Te Amei:Helene Hanff
O Homem que Comprou o Rio:- Aguinaldo Silva
O Repouso do Guerreiro -Christiane Rochefort
O Túnel: Ernesto Sábato
Seguindo a Correnteza: Agatha Christie
O Analista de Bagé:L.F.Veríssimo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dia do Cordelista



Sobre Jota Borges o mais conhecido cordelista do Nordeste:

     Xilogravurista e poeta de Cordel, José Francisco Borges (o Jota Borges) nasceu em Bezerros, em 1935.
     Freqüentou apenas o curso primário e, em 1956, começou a vender folhetos (de outros autores) nas feiras-livres do interior pernambucano. Gostou daquele tipo de literatura e passou a imitar os poetas, tendo seu primeiro folheto contado a disputa de dois vaqueiros por uma donzela.
     Depois, passaria a fazer, também, as xilogravuras para ilustrar as capas dos folhetos.
     Considerado um dos melhores gravadores populares do Nordeste brasileiro, já expôs seus trabalhos em países como USA, Suíça, Alemanha, Venezuela e México. Em 1970, escreveu o texto "A Feira" para um show e um disco do Quinteto Violado.
     Em 1994, lecionou gravura, como convidado, na Universidade do Novo México. É autor de dezenas de xilogravuras que ilustram o livro "As Palavras Andantes", do escritor uruguaio Eduardo Galeano, publicado em 1994.
     Foi, ainda, agricultor, carpinteiro, pedreiro e pintor de parede. Em 1975, produziu xilogravuras para a abertura da novela "Roque Santeiro",de Dias Gomes, que a TV Globo não exibiu porque foi censurada.
     Apesar da fama, em 1997 enfrentava dificuldades financeiras para sobreviver, trabalhando num pequeno atelier em sua cidade, onde imprime seus folhetos em duas centenárias impressoras tipográficas.
     Principais obras: "O Exemplo da Mulher que Vendeu o Cabelo e foi para o Inferno" (1967); "Domiciana e Rosete" (1968), entre outros.

domingo, 16 de novembro de 2008

As Vozes da África,Paulina Chiziane e Mia Couto



África com amor e raiva

     Dois grandes autores, Mia Couto e Paulina Chiziane, que tinham 20 anos quando foi conquistada a independência de Moçambique, analisam a situação atual do país.

     A figura de uma mulher negra, de impenetráveis olhos azuis, dominou a quarta edição da Festa Literária de Porto de Galinhas (Fliporto), dedicada este ano à cultura africana e encerrada no último domingo no balneário pernambucano.
     Discreta, tentava circular sem ser notada, mas os jornalistas não lhe davam trégua. Afinal, trata-se da primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, Paulina Chiziane, nascida há 53 anos em Manjacaze, na província de Gaza, criada no subúrbio de Maputo e com um livro publicado aqui, em 2004, pela Companhia das Letras, Niketche - Uma História de Poligamia. 
     Ao lado do escritor Mia Couto, também entrevistado nesta edição do Cultura, Paulina representa o que há de melhor na literatura africana hoje. Ambos, de fato, se complementam e têm opiniões convergentes sobre a estagnação da cultura moçambicana por força de uma crise de identidade que levou africanos a virar agentes da sua colonização. 
     Há, segundo Mia Couto, um certo racismo, ou uma certa hierarquia eurocêntrica que faz os escritores africanos serem colocados à sombra, impedindo que o resto do mundo saiba o que se passa no continente, assumido por seus intelectuais com um sentimento confuso de amor e raiva.Tanto em Paulina Chiziane como em Mia Couto nota-se certo desânimo pelos rumos que tomou a história de Moçambique desde a declaração de sua independência, em 1975. 
     O escritor considera que o país perdeu sua capacidade de resistência e que nem a língua nem a cultura portuguesa ajudaram a criar uma identidade para os moçambicanos, que se voltam cada vez mais , negros e brancos, para as tradições e os mitos arcaicos. 
     A África não se questiona mais, "perdeu o sentido crítico de se avaliar", diz Mia Couto, seguindo em coro por Paulina Chiziane, assustada com a retromania que empurra Moçambique de volta ao passado. Ambos, Mia Couto e Paulina, tinham 20 anos quando Moçambique se tornou independente. Havia, então, a esperança de uma verdadeira revolução que livrasse o país do atraso e do tacão colonialista. Algo mudou, de fato, e hoje a democracia garante direitos fundamentais como a liberdade de culto - reprimida até pelos revolucionários liderados pelo socialista Samora Machel, que viam as religiões africanas como sinal de obscurantismo. 
     De qualquer modo, nem Mia nem Paulina imaginam suas vidas fora de Moçambique. Estão presos ao país como abelhas numa colméia, condenados a agir não só como escritores - Mia desenvolve estudos de impacto ambiental e Paulina colabora com organizações não-governamentais em projetos de promoção social da mulher, além de ter trabalhado para a Cruz Vermelha durante a guerra civil."Ainda há muito a fazer numa sociedade que reprime as mulheres", diz Paulina, que acabou de lançar, pela editora Caminho, O Alegre Canto da Perdiz, justamente a história de uma mulher negra dividida entre dois mundos, o africano e europeu, por conta de uma paixão que lhe daria um filho mulato "para aliviar o negro de sua pele como quem alivia as roupas de luto".
      Essa corrida ansiosa atrás do caucasiano é também explicada pela discriminação que a mulher negra sofre em sociedades patriarcais de Moçambique, mais concentradas na província da qual Paulina é oriunda. Lá, uma mulher, além de lavar e cozinhar, deve servir o marido de joelhos e largar tudo o que está fazendo quando este a chama."Reconheço que meus temas não são fáceis, pois trago para a literatura assuntos incômodos, como as conseqüências da poligamia e a prática da feitiçaria na África." 
     Como os africanos conseguem gerir essa dualidade, de cultivar mitos arcaicos e coexistir com o mundo laico, globalizado? "Esse é justamente o tema de meu livro O Sétimo Juramento, em que conto como os africanos, brancos e negros, em momentos de desgraça, recorrem não aos santos cristãos cultuados pelos padres portugueses, mas a entidades de cultos ancestrais pagãos." No livro, o protagonista, David, é um guerrilheiro que, após a declaração de independência, vira diretor de uma fábrica, recorrendo à magia negra para resolver seus problemas.
     Nos livros de Paulina, nada é o que parece ser. Em Niketche, um oficial de polícia vive à margem da lei, mantendo relações com outras quatro mulheres além da sua, Rami, que, após 20 anos de casamento, descobre ser o marido polígamo. A escritora nega ter a narrativa uma proposta moralizante por pintar o policial, Tony, como pai ausente e marido negligente. Paulina diz que não é feminista. Apenas retratou o que vê em suas andanças por Moçambique: homens espancando mulheres e abandonando filhos à própria sorte.
   "Com a disseminação da doutrina islâmica, a poligamia cresceu no norte do país e trouxe em sua esteira conflitos com a cultura portuguesa, monogâmica, e as sociedades secretas de feitiçaria, já combatidas pelos revolucionários, que queimavam objetos de culto." E o que pedem essas pessoas aos orixás? "Coisas básicas, como pão, paz e chuva."Falar do futuro de crianças dessa nova raça de pais incógnitos, "que terão de fuçar a sua identidade nas raízes da História", observa, não é uma tarefa fácil. "A guerra acabou, passou o momento épico da revolução e cresceu a criminalidade, o desemprego e a fome" , diz, comentando a emergência de uma elite desinformada e irresponsável em Moçambique. 
     É possível entender o desânimo de Paulina, que viu seu país destruído durante a guerra civil e acompanhou a tragédia cotidiana de seres tão magros "que não se distinguia entre eles homens e mulheres". Ela sobreviveu para contar a história, escapando por pouco de voar pelos ares, como outra mulher com quem conversava, mutilada por uma mina terrestre. Por tudo isso, ela estranhou o clima de festa da Fliporto, que reuniu este ano 161 escritores. "Para mim, é uma coisa nova um ambiente em que se fala de cultura de forma tão agradável."

De: Antônio Gonçalves Filho No Estadão 15/11/08

Saideira 2008


O último grupo de Livro Errante de 2008 vai ser com
os 10 livros a seguir:

a) Ninguém Escreve ao Coronel - García Márques
b) A Cidade dos Cachorros - Vargas Llossa
c) Feliz Ano Novo -Rubem Fonseca
d) Nunca Te Vi Sempre Te Amei -Helene Hanff
e) O Homem Que Comprou o Rio - Aguinaldo Silva
f) O Repouso do Guerreiro -Christiane Rochefort
g) O Túnel - Ernesto Sábato
h) Seguindo A Correnteza -Agatha Christie
i) O Analista de Bajé - L.F Varíssimo
j) O Americano Tranquilo - Graham Greene

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Escritores Gatos - concorda com o blog?

Le Clézio - escritor francês
Ondjki - escritor angolano

Atik Hahimi - escritor afegão

José Eduardo Agualusa - escritor angolano

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vamos conhecer Atiq Rahimi?


PARIS - O franco-afegão Atiq Rahimi, de 46 anos, sagra-se vencedor do Goncourt 2008, o mais importante prêmio literário em língua francesa. Syngué Sabour - Pierre de Patience ('Pedra de Paciência' - tradução livre) é o primeiro livro escrito em francês pelo escritor e cineasta Atiq Rahimi. No restaurante Drouant de Paris também foram anunciados outros vencedores:O autor tem dupla nacionalidade: francesa e afegã.

Sobre o autor:Nascido no Afeganistão em 1962, filho de um juiz e político e membro de uma família "liberal e ocidentalizada", Rahimi estudou na escola franco-afegã de Cabul. Sua posição privilegiada na sociedade local, porém, não resistiu aos 40 anos de guerras pelos quais o país atravessa. Depois de se exilar na Índia, no Paquistão e na França, o jovem retornou a seu país em 1980, quando trabalhou na mineração. A experiência lhe rendeu seu primeiro livro, Terre et Cendres, escrito em persa, o qual adaptou ao cinema, recebendo o prêmio Regard d’Avenir no Festival de Cannes, em 2004.

Rahimi lançou na França, ainda em persa, duas outras obras: Les Mille Maisons Du Rêve Et de La Terreur, de 2002, e Le Retour Imaginaire, de 2005. Syngué Sabour, em 2008, faz o escritor retornar ao tema da guerra e dos dramas humanos por ela despertados. O romance narra a história de uma esposa que se dedica a cuidar de seu marido, um ex-soldado em estado vegetativo em razão de um ferimento a bala. "A língua materna é aquela na qual aprendemos as proibições e os tabus", disse à revista Nouvel Observateur, ao explicar por que decidiu escrever em francês.
(Fonte: Estadão)
Editados no Brasil:
As Mil Casas do Sonho e do Terror - R$30,00
Terra e Cinzas um Conto Afegão - R$22,00

Paulina Chiziane, Chave de Ouro Moçambicana Fecha Fliporto



Paulina Chiziane, cujo único livro publicado no Brasil é Niketche, uma história de poligamia torna-se maior celebridade na Fliporto. O sorrisão largo e simpatia contagiante da moçambicana atraem e levam o leitor a uma pessoa serena que quer falar de sua cultura.

Lí, Niketche (Cia das Letras) e Balada de Amor ao Vento (Editorial Caminho) em ambos fiquei surpresa com a poligamia, do uso de feitiços e da condição de inferioridade da mulher. De tudo isso ela falou quando confessou preferências em sua literatura;
“Falo de crenças e de regras que as pessoas acabam acreditando e que causam sofrimento. Sou muito interessada nas vítimas do feitiço. Todos nós somos enfeitiçados e também fazemos os outros sofrerem”,“Os homens criam as tradições e as regras e esquecem que um dia foram eles mesmo que inventaram. Quando vamos entender que os feitiços e tradições não são naturais?”
Referindo-se a Niketche:“Esse livro é também compreendido por pessoas de países que têm cultura de monogamia. Algumas mulheres européias lêem o livro e dizem ‘meu marido fez algo parecido comigo’”. “Não existe fidelidade, nem masculina nem feminina. Fidelidade é ilusão. As mulheres também são infiéis, mas são bem mais discretas. Os homens são descarados”, diferencia.
“As lutas pela libertação do país acabaram, mas ainda existe uma batalha sendo travada dentro de casa. É o marido que maltrata a mulher e a mulher que maltrata a criança. A relação de poder do colonizador com o colonizado permanece.
Referindo-se à condição de inferioridade da mulher:“Quando um menino nasce, a cerimônia de nascimento é realizada dentro de casa. Quando uma menina nasce, tudo é feito do lado de fora, porque a mulher nasce para ir embora. Ela não pertence à família original, sua função é passar adiante com o casamento”, explicou.
Balada de Amor ao Vento pode ser encomendado, já que não tem edição no Brasil.
Paulina Chiziane escancara uma cultura que oprime as mulheres e por conseqüência atrasa o país. Mas nós, leitoras brasileiras, não devemos ler seus livros como quem está sabendo de algo em terras distantes. Devemos, antes, ler nos encontrando exatamente nas mesmas condições. Com uma diferença apenas: fazemos de conta que nada daquilo existe aqui. O que é pior.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fliporto - programação de Sexta-feira dia 7


Sala 1
9h – Lusografias : Literatura Lusófona Pós-ColonialPalestra : Patrick Chabal(King’s College de Londres-Pres. da AEGIS :Grupo África-Europa de Estudos Interd. Ciências Humanas e Sociais)Apresentação : Ângela Dionísio (Brasil/Coord.Pós-Grad.Letras/Ufpe)
Sala 2:
9h – Lusografias : Literatura Brasileira em PortugalPalestra : Arnaldo Saraiva(Centro de Estudos Brasileiros da Universidade do Porto)Apresentação : José Rodrigues de Paiva (Brasil/Assoc.Est.Port.J.Emerenciano/Ufpe)
Sala 3:
9h – Lusografias : A demanda pós-colonial das literaturas africanasJosé Flávio Pessoa de Barros (Brasil-Univ.Cândido Mendes)Roberto Pontes(Brasil-UFC)Rita Chaves (Brasil-USP)Vera Maquea (Brasil-Unemat)Apresentação : César Giusti (Brasil/Ufpe)

Sala 1:
10h – Lusografias : A Cor da Cultura : Intercâmbios Afro-latinosPalestra : Zulu Araújo (Pres.Fundação Cultural Palmares)
Lúcia Araújo (Canal Futura) e Marisa Vassimon (Canal Futura)Apresentação : Virgínia Leal (Brasil/Diretora Cac/Ufpe); Lançamento do Observatório Afro-Latino

Sala 2
10h - Lusografias : Sobre o Acordo OrtográficoPalestra : Domício Proença Filho(ABL)Apresentação : Maria José Luna (Brasil/UFPE)
Sala 3:

10h - Lusografias : uma trajetóriaAlexandre Maia (Brasil - Ufpe)Francisco Soares (Angola - Univ.Benguela)Lucila Nogueira(Brasil-Ufpe)Luis Cezerillo(Moçambique-Uem)Apresentação : José Rodrigues de Paiva(Brasil/Ufpe)

Sala 1:
11h - Lusografias : Lobo Antunes e a ficção portuguesa pós-colonialPalestra : Ana Paula Arnaut (Universidade de Coimbra-Portugal)Apresentação : Lucila Nogueira (Brasil/Ufpe/Curadora Literária Fliporto)Lançamento de livros de Patrick Chabal e Ana Paula Arnaut
Sala 2:
11h – Lusografias : O Acordo Ortográfico e a Editora Língua GeralJosé Eduardo Agualusa (Angola)Apresentação : Nelly Carvalho (Brasil/UFPE)Lançamento de livro de José Eduardo Agualusa (Angola)Lançamento da Revista A Terceira Margem (Porto)Lançamento de livro Domício Proença Filho(Brasil)Lançamento de livros da Editora Língua Geral(África,Brasil,Portugal
Sala 3:
11h - Lusografias : Pernambuco Falando para o MundoEdições Pernambucanas
Gilda Santos (UFPE - Editora Universitária) conversa com Leda Alves (CEPE)
80 ANOS DE GILVAN LEMOS
Depoimento: Lucilo Varejão Neto
Muito Além da Palavra:
Luzilá Gonçalves Ferreira

Lançamento de livros de Gilvan Lemos e Luzilá Gonçalves Ferreira.

Lançamento de livros da CEPE e da Editora Universitária

Sala 1 -
15h – Literatura MoçambicanaLuiz Carlos Patraquim conversa com Paulina ChizianeLeitura de Poesia por Luís Cezerilo e Marcelino SantosApresentadores : Perón Rios e Johnny Martins (Brasil/Ufpe)

Sala 2:
15h - Literatura de São Tomé e PríncipePalestra : Margarida Paredes (Portugal/Universidade De Lisboa)Apresentação : Wilma Martins Mendonça(Ufpb) e Anamélia Maciel (Ufpe)Leitura : Manuel Teles Neto-Malé Madeçu (São Tomé e Príncipe)Apresentação : Olímpio Bonald (APL)e André Cervinskis (UFPB)
Sala 3:
15h - Literatura da Guiné EquatorialPalestra : Benita Sampedro Viscaya (Galiza/Hofstra Univ.NY)Apresentação : Alberto Poza(Espanha/Brasil/Ufpe)

Sala 1
16h- Literatura AngolanaOndjaki conversa com Agualusa e PepetelaLeitura de poesia por Francisco Soares e Amélia DalombaApresentadores : Pietro Graza e Lepê Correia (Brasil/Ufpe)
Sala 2:
16h – Literatura de Cabo VerdePalestra : José Manuel Esteves (Portugal/Univ.Paris-Ouest La Défense)Apresentação : Gilda Santos (UFRJ-Real Gabinete Português de Leitura do Rio)Leitura de ficção : Samuel Gonçalves (Cabo Verde)Apresentação : Alexandre Santos (Brasil/Pres.ALANE)

Sala 3:
16h – Recordando os 110 anos da morte do poeta afro-descendente Cruz e SousaPalestra : Ângelo MonteiroApresentação : Waldênio Porto (Brasil/Pres. Academia Pernambucana de Letras)

Sala 1:
17h - Poesia das AméricasQuincy Troupe(EUA), Rei Berroa(Rep.Dom) e Thiago de Mello (Brasil)Lançamento de livros
Sala 2:
17h – Literatura da Guiné BissauPalestra : Moema Parente Augel (Brasil/Alemanha/Univ.Bielefeld)Apresentação : Roberto Pontes (Brasil/UFC)Leitura de Poesia : Tony Tcheca (Guiné Bissau)Apresentação : Vital Corrêa (Brasil/UBE)Lançamento do livro “O desafio do escombro”,de Moema Parente Augel.e “Guiné sabura que dói “ de Tony Tcheca(Guiné Bissau)Apresentação : Magnum Stalone, Flávia França e alunos de Letras(Ufpe)da Guiné BissauLançamento de livro de José Manuel Esteves(Portugal/Univ.Paris Ouest La Défense)Lançamento de livro de Manuel Teles Neto (São Tomé e Príncipe)Lançamento de livro de Samuel Gonçalves (Cabo Verde
Sala 3:
17h - África de todos nósJosé Jorge de Carvalho (São Paulo/USP)Roberto Emerson Câmara Benjamin (Pernambuco/UFRPE)Roberto Motta(Pernambuco/UFPE)Yeda Pessoa de Castro (Bahia/UFBA)Coordenação :Valteir Silva (Pernambuco/NEBA-UFPE


E nos espaços especiais:

EM SALA ESPECIAL
18h - Exibição do filme Cruz e Sousa, o poeta do desterro(Sylvio Back)18h30 - Mostra dos filmes africanos vencedores do Festival de Tarifa(Apoio Instituto Cervantes)Apresentação : Juan Ignacio Jurado Centurión (Espanha/Brasil/Ufpe)

EM SALA ESPECIAL
18h - Poema/instalação de Wellington de Melo
19h - Poesia e Pintura por Pedro Buarque

NA PRAÇA DAS PISCINAS NATURAIS
18h – RODA DE POESIA FLIPORTIANA
Marcelino dos Santos/Luís Carlos Patraquim/Luís Cezerilo(Moçambique); Tony Tcheca(Guiné Bissau); Manuel Teles Neto(São Tomé e Príncipe); Amélia Dalomba/Francisco Soares(Angola); Quincy Troupe(EUA); Fernando Nieto Cadena(Equador); Francisco Fernandez (Nicarágua); Nelson Simon(Cuba); Rei Berroa(República Dominicana); Vicente Gómez Montero(México); Waldo Leyva(Cuba); Affonso Romano de Santanna (Brasil). Apresentação: Antonio Campos e Lucila Nogueira (Brasil)

19h - Grupo MOVIPOESIA